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Marimbus (o “Pantanal da Chapada”): passeio de canoa, como chegar e melhor época

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Marimbus (o “Pantanal da Chapada”): passeio de canoa, como chegar e melhor época

Se você gosta de lugares que parecem mudar de humor conforme o vento, o Marimbus é exatamente isso: uma planície inundável com lagoas de águas mansas, canais estreitos e um silêncio que vira trilha sonora. E, para deixar bem claro logo de cara, este guia é sobre passeio de canoa no Marimbus na Chapada Diamantina — com logística, melhor época e dicas práticas.

Na prática, o passeio de canoa no Marimbus costuma ser um dos programas mais leves (e mais fotogênicos) da região. Ainda assim, ele entrega aventura na medida certa: você desliza por águas escuras, observa plantas aquáticas e aves e, em muitos roteiros, termina com banho na Cachoeira do Roncador. Se você quiser, dá até para combinar com outros bate-voltas saindo de Lençóis.

Passeio de canoa no Marimbus: o que é e por que chamam de “Pantanal da Chapada”

O Marimbus é uma área alagada que se forma com o acúmulo de água em uma grande planície. Por isso, ele lembra o Pantanal: há vegetação aquática, fauna de aves bem ativa e canais que mudam conforme a estação. Ou seja, cada visita pode parecer um Marimbus diferente. Enquanto em alguns dias a água fica mais alta e “abre” caminhos, em outros os canais ficam mais estreitos e o passeio vira uma navegação bem mais intimista.

Como é o passeio de canoa no Marimbus

O passeio costuma ser feito em canoas conduzidas por um guia/canoeiro, com deslocamento lento e silencioso — o que, aliás, é perfeito para observar a natureza. Além disso, o trajeto passa por pontos com plantas flutuantes, áreas abertas para fotos e trechos de sombra que aliviam o calor. Dependendo do roteiro escolhido, o final pode incluir caminhada curta e banho de cachoeira, principalmente na região do Roncador.

Enquanto você navega, vale ir com a cabeça “no modo contemplação”. Assim, você aproveita muito mais: repare nos sons, nas cores da água e no movimento das aves. E, claro, leve o celular ou câmera com cuidado, porque respingo acontece — mesmo com passeio tranquilo.

Como chegar ao Marimbus na Chapada Diamantina

Em geral, o acesso ao Marimbus acontece pela região de Andaraí (ou por áreas próximas a Lençóis, dependendo do operador). Normalmente, você vai de carro até um ponto de apoio e, depois, segue para o embarque. Por isso, é comum contratar o passeio com guia, já que ele organiza o melhor ponto de entrada, os horários e a logística de retorno.

Além disso, se você estiver hospedado em Lençóis, dá para fazer bate-volta sem sofrimento — só que o dia rende mais quando você sai cedo. Assim, você pega a luz bonita da manhã e evita o sol mais forte do meio-dia. Se ainda estiver planejando base, veja também: Lençóis: guia completo.

Melhor época para fazer passeio de canoa no Marimbus

A melhor época depende do tipo de experiência que você quer. Em períodos com mais chuva, a planície fica mais cheia e a navegação tende a ficar mais “aberta”, com canais mais largos. Por outro lado, em períodos mais secos, o passeio pode ficar mais curto em alguns trechos, porém as paisagens continuam lindas e a sensação de tranquilidade aumenta.

Além disso, a luz muda tudo. Portanto, se puder escolher, prefira começar cedo: o sol baixo deixa o verde mais vivo, a água mais brilhante e as fotos ficam muito mais bonitas. Para conferir chuva e temperatura antes de sair, vale checar a previsão em fonte oficial, como INMET.

O que levar para não passar aperto

Para curtir o passeio de canoa no Marimbus com conforto, algumas coisas fazem diferença. Leve protetor solar, repelente e água. Além disso, use roupa leve e chapéu/boné. Se você pretende entrar na água no fim do passeio, então leve também toalha pequena e uma troca de roupa seca.

Outra dica simples — e muito útil: leve uma bolsa estanque ou saco bem vedado para celular e documentos. Assim, você relaxa e não fica o tempo todo com medo de molhar as coisas.

Dicas rápidas para aproveitar mais

Se você quer sair do passeio com aquela sensação de “dia perfeito”, combine três coisas: vá cedo, fique em silêncio quando possível e observe com calma. Além disso, não tenha pressa para tirar foto de tudo; às vezes, o melhor momento é justamente quando você baixa o celular e só olha.

Por fim, se o roteiro incluir cachoeira, aproveite o banho como fechamento do dia. Depois de navegar devagar, a água corrente dá uma energia diferente — e, consequentemente, você volta com outra leveza. Se quiser encaixar mais um clássico no roteiro, veja também: Cachoeira do Mosquito.

Quando o Marimbus entra no roteiro, a Chapada fica ainda mais completa: canoa, paisagem aberta, som de natureza e um ritmo que desacelera a cabeça. E isso, convenhamos, é o tipo de lembrança que fica.

Links externos úteis:
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INMET (previsão)
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